O Banco Master alocou grande parte do patrimônio em ativos pouco líquidos, como
precatórios e títulos complexos, incapazes de gerar caixa para honrar seus
compromissos, especialmente os CDBs oferecidos com juros acima da média do
mercado.
A Polícia Federal e o Banco Central identificaram indícios de operações fraudulentas,
como compra de ativos inexistentes, má governança e manipulação contábil. A prisão
do controlador intensificou a corrida por saques, agravando o colapso.
O volume de CDBs do Banco Master era tão elevado que compromete quase metade
das reservas do FGC, pressionando o sistema e resultando em novas regras de
segurança definidas pelo CMN para 2026.
Como Ficam os Investidores dos CDBs?
O FGC ressarcirá valores de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, incluindo rendimento
acumulado até a data da liquidação. O processo ocorre exclusivamente pelo app oficial
do FGC e envolve cadastro, validação de credores e pagamento, geralmente em até 48
horas após aprovação. Valores acima do limite entram na fila de credores, sem
garantia de devolução integral.
Algumas lições para nós investidores, com a queda do Banco Master reforça a
importância de:
- Diversificar bancos e emissores de renda fixa;
- Entender que juros muito altos indicam risco proporcional;
- Respeitar os limites do FGC;
- Avaliar rigorosamente a saúde financeira de instituições menores.
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seus riscos e como minimizá-los, baixe agora nosso E-book.